A atualização de sistemas em ambientes industriais deixou de ser uma ação pontual e se tornou parte essencial da estratégia operacional. Adequações elétricas e de automação são cada vez mais necessárias para garantir eficiência, segurança e conformidade técnica em plantas que passam por expansão, retrofit ou evolução tecnológica. Mais do que resolver falhas, essas intervenções ajudam a evitar riscos, reduzir desperdícios e alinhar a operação às exigências normativas e produtivas atuais.
Mas afinal, o que significa adequar sistemas elétricos e de automação em uma planta industrial? E por que esse processo é tão estratégico?
O que são adequações elétricas e de automação?
Adequar é mais do que consertar. Trata-se de revisar, modificar ou atualizar instalações existentes com o objetivo de atender a uma nova realidade operacional. Isso pode envolver desde a reorganização de painéis elétricos até a substituição completa de sistemas de controle, passando por ajustes em infraestrutura, instrumentação e documentação técnica.
- Essas mudanças geralmente ocorrem em resposta a fatores como:
- Expansão ou mudança no layout da planta;
- Incorporação de novos equipamentos e processos;
- Exigências legais e normativas (NR-10, NBR 5410, NBR 5419);
- Falhas recorrentes ou baixa eficiência energética;
- Integração com tecnologias da Indústria 4.0.
Os riscos de não adequar
Ignorar ou postergar adequações pode ter consequências sérias: curtos-circuitos, sobrecargas, falhas de comunicação entre sistemas, riscos de incêndio e, em casos extremos, acidentes com operadores. Além disso, aumenta-se o custo de manutenção e o risco de paradas inesperadas que impactam diretamente a produção e o faturamento.
Caso real: Projeto AF3 da Vetorial Corumbá
Um exemplo prático e recente de adequação bem-sucedida é o trabalho da LGM Automação Industrial no projeto AF3 da Vetorial Corumbá. Com um escopo abrangente, a LGM foi responsável pela reestruturação de sistemas nas disciplinas de elétrica, automação, instrumentação, infraestrutura elétrica e SPDA. O objetivo foi garantir a total compatibilidade da planta com sua nova configuração e, claro, elevar o nível de desempenho e segurança operacional.
Entre os principais ajustes realizados, destacam-se:
- Painéis elétricos CCM e QDBT: readequados para suportar a nova demanda operacional, com atualização de distribuição, balanceamento de cargas e melhorias em painéis nobreak.
- Iluminação e infraestrutura: pontos críticos foram revisados e otimizados, com foco em segurança e economia energética.
- Automação e painéis PLC: o hardware das remotas de campo foi substituído, exigindo ajustes detalhados em projetos elétricos, lógica de controle e comunicação com o supervisório.
- SPDA e instrumentação: com a modificação estrutural da planta, os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas foram redesenhados. Os diagramas P&I também foram atualizados para refletir fielmente as mudanças nos fluxos e interligações.
Esse projeto exemplifica como uma abordagem técnica minuciosa e multidisciplinar é vital para garantir a eficácia de uma modernização industrial.





5 áreas críticas que exigem atenção em adequações industriais
1. Painéis elétricos e distribuição de energia

A revisão de painéis como CCM, QGBT e de serviços auxiliares garante que a planta suporte com segurança a nova carga elétrica. Também é essencial prever redundâncias e reorganizar circuitos.
2. Automação e sistemas de controle

Alterações no processo produtivo pedem novos dispositivos de controle, remotas de I/O e integração com o sistema supervisório. Isso exige atenção aos protocolos de comunicação e ajustes na lógica de automação.
3. Infraestrutura física

Mudanças estruturais implicam em nova rota de cabos, leitos, posicionamento de instrumentos e pontos de energia. Planejamento e organização nessa etapa previnem riscos e retrabalho.
4. Documentação técnica

Todos os projetos revisados precisam estar documentados: diagramas elétricos, listas de materiais, folhas de dados, memoriais. Isso facilita futuras manutenções, inspeções e ampliações. Além disso, uma documentação bem estruturada demonstra conformidade durante auditorias internas e externas, garantindo rastreabilidade técnica.
5. SPDA e proteção elétrica

Projetos de adequações frequentemente negligenciam a revisão do sistema de proteção contra descargas atmosféricas. No entanto, qualquer mudança na estrutura física da planta exige redimensionamento do SPDA, atualização de malhas de aterramento e reavaliação da zona de proteção. É uma etapa crítica para proteger pessoas, equipamentos e a própria continuidade operacional.
O segredo está no planejamento
Adequações industriais não devem ser reativas — devem ser estratégicas. Tudo começa com um diagnóstico técnico completo: levantamento das condições atuais, mapeamento de riscos, avaliação de normas aplicáveis e definição dos objetivos do projeto. A partir daí, a elaboração de um projeto executivo sólido permite um cronograma bem estruturado, com menor impacto nas operações.
O diferencial está na integração entre disciplinas (elétrica, automação, instrumentação e infraestrutura), na escolha de fornecedores experientes e na utilização de softwares de engenharia que garantem precisão no detalhamento e agilidade nas atualizações.
Fazer adequações elétricas e de automação em uma planta industrial não é um luxo — é uma necessidade estratégica. Empresas que investem nisso colhem benefícios diretos: maior eficiência energética, menos paradas, conformidade legal e ambientes de trabalho mais seguros. E quando isso é feito com parceiros técnicos confiáveis, os resultados falam por si.
Se sua planta está enfrentando mudanças, crescimento ou problemas operacionais recorrentes, talvez o que você precise não seja apenas manutenção — e sim uma adequação bem planejada.


